Francis Bacon: saber é poder

Esse post, é um tando complicado de entender, mas é indispensável pra quem estuda filosofia, ou quem busca por conhecimento. E é de extrema importância falar sobre o inglês Francis Bacon. Espero que gostem. Mas antes vou esclarecer a definição de algumas palavras:

  • Ídolo: do latim idolum, e do grego, eidolon, que significa “imagem”. Do ponto de vista religioso, é a imagem de uma divindade para ser cultuada. Para Bacon, significa ideia falsa e ilusória.
  • Antropomórfico: Do grego antrópos, “homem”, e morphé, “forma”: o que adquire forma humana.
  • Foro: Do latim forum, “praça pública”, “mercado”.

Francis Bacon (1561-1626) foi um nobre inglês que fez carreira política e chegou a chanceler no governo do rei Jaime I. Como filósofo, planejou uma grande obra, instauratio magna (A grande instauração), de que faz parte o Novum organum (Novo órgão), que por sua vez tem o significativo subtítulo “Indicações verdadeiras acerca da interpretação da natureza”.

É conhecido como severo crítico da filosofia medieval, por considerá-la desinteressada e contemplativa, uma vez que, de acordo com o espírito da nova ciência moderna, Bacon aspirava a um saber instrumental que possibilitasse o controle da natureza.

Na obra Novum organum, o termo “órgão” é entendido como instrumento do pensamento. Por isso critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente de descoberta, insistindo na necessidade da experiêcia e da investigação segundo métodos precisos.

Assim diz Bacon:

Os gregos, com efeito, possuem o que é próprio das crianças: estão sempre prontos para tagarelar, mas estão sempre prontos para tagarelar, mas são incapazes de gerar, pois a sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril em obras.

Bacon iniciou seu trabalho, com a denúncia dos preconceitos e das noções falsas que dificultam a apreensão da realidade, aos quais chama de ídolos.

Tipos de Ídolos

Ídolos da tribo: estão fundados na própria natureza humana, na própria tribo ou espécie humana”. São os preconceitos que circulam na comunidade em que se vive. Trata-se da comodidade das verdades dadas e não questionadas, o que é o contrário do espírito científico, cujas hipóteses devem ser confirmadas pelos fatos. Por exemplo, é o caso das generalizações da astrologia, para ele uma falsa “ciência.

Esses ídolos também levam a explicações antropomórficas, ao se atribuir á natureza características propriamente humanas. Por exemplo, os antigos diziam que “a natureza tem horror ao vácuo” ou então que “os corpos caem porque eles tendem para baixo”. os alquimistas identificam a natureza bruta com o comportamento humano ao se referir à simpatia e à antipatia de certos fenômenos.

Ídolos da caverna: são os provenientes de cada pessoa como indivíduo. E completa:

Cada um […] tem uma caverna ou uma cova que intercepta e corrompe a luz da natureza; seja devido à natureza própria singular de cada um; seja devido à educação ou conversação com os outros; seja pela leitura dos livros ou pela autoridade daqueles que se respeitam e admiram.

Alguns indivíduos observam as diferenças entre as coisas e outros as semelhanças; uns são mais contemplativos, outrso mais práticos, e assim por diante. Bacon cita o filósofo pré-socrático Heráclito, que criticava as pessoas por procurarem a ciência em seus pequenos mundos, e não no mundo maior, que seria o mesmo pra todos.

Ídolos do mercado: (ou do foro) são os que decorrem das relações comerciais, nas quais as pessoas se comunicam por meio das palavras sem perceberem que a linguagem tem um efeito perturbador, distorce a realidade e nos arrasta para inúteis controvérsias e fantasias. Por exemplo, palavras como “sorte” ou “primeiro motor” referem-se a coisas inexistentes.
Ídolos do teatro: são os “ídolos que imigraram para o espírito dos homens por meio das diversas doutrinas fiolosóficas e também pelas regras viciosas da demonstração”. Por isso compara os sistemas fiolosóficos a fábulas que poderiam ser representadas no palco. Muitas vezes essas doutrinas se mesclam com a teologia, o saber comum ou as euperstiçoes arraigadas. Por isso mais do que teorias, valeria pesquisar as leis da natureza.

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